P a l a v r a
Sunday, January 20, 2008
Adriana e a Palavra...
P a l a v r a
Friday, January 18, 2008
Porque eu cresci??
me deprime..porque cresci.
Droga ...porque foi que eu cresci? caraca..
(ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY )
E arrisquei:
- Esta é a caixa. O carneiro está dentro.
Mas fiquei surpreso de ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz:
- Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?
- Por quê?
- Porque é muito pequeno onde eu moro...
- Qualquer coisa chega. Eu te dei um carneirinho de nada!
Inclinou a cabeça sobre o desenho:
- Não é tão pequeno assim... Olha! Adormeceu...
E foi desse modo que eu travei conhecimento, um dia, com o pequeno príncipe.
"...Olhem o céu. Perguntem: Terá ou não terá o carneiro comido a flor? E verão como tudo fica diferente...
E nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância..."
Eis aqui uma de minhas divagações na hora do recreio na Escola "Casa do Estudante" em Mucuri-BA.
Cresci!
Todos os dias, aqui da janela da sala em que dou aula, avisto esse cenário. É lindo ver! É como se meus olhos fotografassem aqueles momentos, um a um. Recordo a minha infância na escola, o recreio, as brincadeiras, futebol com a tampinha de refrigerante. Da janela revisito meu passado. Procuro aquelas lembranças que me deixaram um gosto bom na boca seca de minha vida adulta. Encontro aquelas que valeram a pena, aquelas que nenhuma fortuna do mundo teria me presenteado. E é tão bom recordar esses momentos de menino. Olhando as crianças na escola sinto-me feliz. Vejo nelas alegria tamanha, em cada pirueta, em cada sorriso, uma atmosfera impregnada de uma formosura singular.
Denilson Prata
Tuesday, February 20, 2007
No Silêncio também se chora

No SilêNcio TAmBéM Se ChorA
No meu ser inteiro habita um silêncio casto
Silêncio (...)
Que comunicação louca.
Gritante e casto, Eu grito.
Não sei se me faz bem. Mas ainda sim calo
Silêncio(...)
Que comunicação louca.
Eu olho o mundo, os fatos, fotos.
E pergunto-me se meu calar ajuda.
Dói isso eu sei. Dói e corrói.
Mas preciso caminhar.
Seguir nesse silêncio gritante.
Silêncio(...)
Que comunicação louca.
No silêncio também se chora
No silêncio do gesto
Da cor
Do som
Do ser
Que fala sem falar, eu sigo.
Eu sigo.
Denilson Prata
Sunday, January 28, 2007
Mais uma luta...

Mais uma vez, estou imerso em minhas lutas. Sinto-me mal. Saudade, dor. Quero sair daqui, sair de mim, encontrar a alegria de ser melhor, dentro de mim isso não é possível. Dentro de mim turbulências! Estou meio louco, meio perdido. Quero colo, mas não fujo de casa, não tenho mais idade pra fugir, não tenho pra onde ir. Preciso de ajuda, preciso ir a praia. Lá me liberto, de amarras que a areia da praia pode arrancar de meus punhos, essas cordas que a água salgada pode poir. Talvez um mergulho eterno, não volto, não quero voltar! Dá medo regressar.
Denílson Prata
E aqui estão os conselhos do meu velho amigo que vive sentado no ultimo banco do calçadão de Copacabana ...Drummond..Carlos..obrigado por escrever esse texto.
PASSAGEM DO ANO
O último dia do ano não é o último dia do tempo.
Sunday, January 21, 2007
Tentando escrever...

Saturday, January 13, 2007
de repente o "caos"

Não há muito o que falar...
deixo que Vinícius diga.
Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes
" Se uma pessoa fizesse apenas o que entende, jamais avançaria um passo"
clarice lispector
(in A Maçã no Escuro)
Thursday, December 21, 2006
"Palavras, fatos"

Escrevi esse textinho pensando em não formar frases no formato tradicional, e sim, palavras soltas que representassem fatos e sentimentos ocorridos em 2005 e 2006.
Como diz a música: "Palavras apenas palavras pequenas, palavras ao vento"(Cássia Eller)
É isso que faço agora. Jogo minhas palavras ao vento, já que sentimentos foram assassinados pelo decreto, pela covardia de não seguir.
O amor é vida, pode ser assassinado, concordais?
A palavra se esvai quando não é vivida, se perde no vento e no tempo.
A palavra sem ação é poeira no vento!
abraço e até a próxima
Hipoglicemia, beijos, lembranças
shopping, morango e chocolate
carência, abraço e um "xero"
passeio na praça, pipoca
beijos, pipoca, sorrisos
beijos, batata frita, sorrisos
promessas e juras, lágrimas
Rio de Janeiro, pracinha
sexta de noite
Lua, futebol, fadiga
caminhada, casa
canções, poesia e pipoca
varanda de casa, frio
chocolate quente, cansaço
fome, pão, biscoito e chocolate quente
saudade, despedida, dor
aeroporto, choro desmedido
esperança, esperança, esperança
telefone, mensagens de texto
emails, emails, emails
viagem longa, Planalto Central
contentamento
encontro, sonho, dor de estômago
ar seco, dor de cabeça, dor de estômago
alivio, beijo, permissão e legalidade
ursinho de pelúcia, violino, prata
filosofia, agostinho, spinoza
sono, sonho, árvore fazendo sombra
passeio, regresso, choro, esperança
emails, emails, emails
marca de goiabada, riso
ausência, dor, confronto
desconforto, mentiras, verdades
dor
sinceridade
honra
retidão
mentiras e verdades
desconfiança
traição
dor
liberdade e opressão
emails, emails, emails
último telefonema, decreto...
FIM