Sunday, January 20, 2008

Adriana e a Palavra...





P a l a v r a

Os poetas classificam as palavras pela alma porque gostam de brincar com elas e para brincar com elas é preciso ter intimidade primeiro. É a alma da palavra que define, explica, ofende ou elogia, se coloca entre o significante e o significado para dizer o que quer, dar sentimento às coisas, fazer sentido. Nada é mais fúnebre do que a palavra fúnebre. Nada é mais amarelo do que a amarelo-palavra. A palavra nuvem chove. A palavra triste chora. A palavra sono dorme. A palavra tempo passa. A palavra fogo queima. A palavra palavra diz. O que quer. E nunca desdiz depois. As palavras são sinceras, as segundas intenções são sempre das pessoas. A palavra juro não mente. A palavra sou não vira casaca. A palavra amor não se acaba. A palavra idéia não muda. Palavras nunca mudam de idéia. Palavras sempre sabem o que querem. Quero não será desisto. Sim jamais será não. Sexta-feira não vira sábado nem depois da meia noite. Noite nunca vai ser manhã. Um não serão dois em tempo algum. Dois não será solidão. As palavras também têm raízes mas não se parecem com plantas, a não ser algumas dela, verde, caule, folha, gota. As células das palavras são as letras. A boca abre ou fecha quando a vogal manda. As palavras fechadas nem sempre são mais tímidas. A palavra sem vergonha está aí de prova. Porta é uma palavra que fecha. Janela é uma palavra que abre. A palavra óculos é séria. Existem palavras frias como mármore. Existem palavras quentes como sangue. Existem palavras bonitas, madrugada. Existem palavras que dispensam imagens, nunca, vazio, nada, escuridão. Toda palavra tem a cara do seu significado. A palavra pela palavra tirando o seu significado fica estranha, é só letra e som.

Adriana Falcão

Friday, January 18, 2008

Porque eu cresci??

Esse livro me confronta tanto..tanto
me deprime..porque cresci.


Droga ...porque foi que eu cresci? caraca..




(ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY )


E arrisquei:
- Esta é a caixa. O carneiro está dentro.


Mas fiquei surpreso de ver iluminar-se a face do meu pequeno juiz:
- Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?
- Por quê?
- Porque é muito pequeno onde eu moro...
- Qualquer coisa chega. Eu te dei um carneirinho de nada!
Inclinou a cabeça sobre o desenho:
- Não é tão pequeno assim... Olha! Adormeceu...
E foi desse modo que eu travei conhecimento, um dia, com o pequeno príncipe.


"...Olhem o céu. Perguntem: Terá ou não terá o carneiro comido a flor? E verão como tudo fica diferente...
E nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância..."




Eis aqui uma de minhas divagações na hora do recreio na Escola "Casa do Estudante" em Mucuri-BA.


Cresci!

Lá vão elas, tão belas as crianças. Pequenas, serelepes, saem pro recreio no pique, com toda aquela energia própria dessa idade, tempo que agente era tão feliz. Nas mãos a lancheirinha cheia de gostosuras, ou o dinheirinho para comprar na cantina da escola o lanchinho do dia. O vendedor de sorvetes sorri ao avistar a correria dos infantes em sua direção. Sorvete, sorvete! A criançada grita varonil. Tão pequeninas as crianças, tantos sonhos, imensos planos de ser feliz. No coração o desejo de serem bombeiros, cantores, jogadoras de futebol, enfermeiros e médicas. E na mente? Pensamentos coloridos! Em suas cabecinhas maquina-se um futuro infantil toda vida. Brincadeiras, sorrisos e a mania de ir aonde forem sempre correndo. A inspetora grita austera: _ Não corram crianças! Não corram! E elas como sempre numa carreira faiscante, incendeiam meu coração de um sentimento nostálgico. Eu parei de correr, eu cresci!
Todos os dias, aqui da janela da sala em que dou aula, avisto esse cenário. É lindo ver! É como se meus olhos fotografassem aqueles momentos, um a um. Recordo a minha infância na escola, o recreio, as brincadeiras, futebol com a tampinha de refrigerante. Da janela revisito meu passado. Procuro aquelas lembranças que me deixaram um gosto bom na boca seca de minha vida adulta. Encontro aquelas que valeram a pena, aquelas que nenhuma fortuna do mundo teria me presenteado. E é tão bom recordar esses momentos de menino. Olhando as crianças na escola sinto-me feliz. Vejo nelas alegria tamanha, em cada pirueta, em cada sorriso, uma atmosfera impregnada de uma formosura singular.

Não queria ter crescido, mas cresci!

Denilson Prata

Tuesday, February 20, 2007

No Silêncio também se chora


Hoje na capital Mineira, um sol muito bonito esquenta esse meu dia vazio.
Hoje, Terça feira de Carnaval estou muito feliz de estar bem longe do barulho
de "sambas enredo" e trios elétricos.
Belo Horizonte é uma cidade agradável, acho que eu moraria aqui. Eu acho.rsrs..
Consigo encontrar o silêncio por aqui quando quero. Dentro de casa mesmo tudo muito tranquilo.
Silêncio.
E que curioso. Hoje comecei a ler um livro chamado "Silêncio, a comunicação do ser", da Dalva Cunha, editado pela Vozes.
Algo interessante na leitura de hoje foi entender que o silêncio tem trajetória e objetivo.
"E, sendo a vida do cosmos um permanente questionar e responder numa procura,
cada vez maior, de novas perguntas e respostas, sente-se, claramente, a trajetória do silêncio em direção ao ser. "
Os fatos nos dão respostas. Silenciar diante do fato é sinal de maturidade.
Lógico que a lágrima cai. Mas o melhor realmente é silenciar.
Como dói silenciar tendo tanto a falar, a protestar.
O Silêncio vale ouro. Mas assim como é tão difícil achar ouro em garimpo velho, também é silenciar.
E o fato dói, a foto dói.
Preciso calar-me diante da dor.
Acabei escrevendo depois de ver o fato, ver a foto.

Poetizo...

até a próxima...


No SilêNcio TAmBéM Se ChorA

No meu ser inteiro habita um silêncio casto
Silêncio (...)
Que comunicação louca.
Gritante e casto, Eu grito.
Não sei se me faz bem. Mas ainda sim calo
Silêncio(...)
Que comunicação louca.
Eu olho o mundo, os fatos, fotos.
E pergunto-me se meu calar ajuda.
Dói isso eu sei. Dói e corrói.
Mas preciso caminhar.
Seguir nesse silêncio gritante.
Silêncio(...)
Que comunicação louca.
No silêncio também se chora
No silêncio do gesto
Da cor
Do som
Do ser
Que fala sem falar, eu sigo.
Eu sigo.

Denilson Prata

Sunday, January 28, 2007

Mais uma luta...



Mais uma vez, estou imerso em minhas lutas. Sinto-me mal. Saudade, dor. Quero sair daqui, sair de mim, encontrar a alegria de ser melhor, dentro de mim isso não é possível. Dentro de mim turbulências! Estou meio louco, meio perdido. Quero colo, mas não fujo de casa, não tenho mais idade pra fugir, não tenho pra onde ir. Preciso de ajuda, preciso ir a praia. Lá me liberto, de amarras que a areia da praia pode arrancar de meus punhos, essas cordas que a água salgada pode poir. Talvez um mergulho eterno, não volto, não quero voltar! Dá medo regressar.
A praia sempre me acolhe, os pés na areia, o calçadão. Ando o Arpoador pensando em notas, melodias, harmonias ousadas. Sigo Ipanema pensando em casa, no meu filho. Chego ao Leblon pensando em mim. Não, não quero pensar em mim, travo um duelo infernal com minha realidade, tento suprimir minhas verdades, não consigo. Elas são fortes, invencíveis. Sempre vencem-me. Já não agüento mas perder, perder-me. Tento suprimir erros, defeitos, eles teimam em exibir-se. Fazem show, platéia lotada. E eu, sigo envergonhado, de cada passeio na praia. Vejo-me travado, não cresci, sou o mesmo! A cada passo entre o branco e o preto das pedras portuguesas, sou eu ainda. Incapaz de crescer, ser melhor! Quando poderei eu percorrer minha vida nesse imenso calçadão e vislumbrar minhas vitórias? Queria tanto enxergá-las, gozá-las, como um sorvete no calor 40º carioca. Queria seguir, andar sorrindo nessa passarela de minh’alma. Talvez descubra outras verdades em mim. Não, não tenho coragem de procurar. Conheço minhas verdades, e o quanto sou melindroso. Da bela e a fera sou a parte mais feia. Sou fera, estou ferido! Estaciono meus passos no final do Leblon, olho o Mirante. Acho que vou subir. Subo. A vista daqui é linda, e o sol já vai se pôr. Mas, devo descer, pra ver o crepúsculo lá de baixo mesmo. Vou voltar pro Arpoador, ver o sol “vazando” lá das pedras desertas. Que lindo olhar a orla lá das pedras . Aos poucos o sol se vai, e os prédios vão se iluminando e com eles toda orla. O hotel “Marina” quando acende, não é por mim, nem lembra o amor, como diz a música, mas é lindo vê-lo acender. O “Dois Irmãos” iluminado é fascinante. Só vendo. E assim, pouco a pouco esqueço de mim. Vivo um momento bonito. Ouço aplausos. É o sol indo embora, todos reconhecem assim a beleza do fim da tarde carioca com as palmas vibrantes. Vou descer as pedras, as ruas desertas. Vou caminhar até Copa. Sento no último banquinho do calçadão da Atlântica. Drummond, amigo de sempre, está ali, sentado, como sempre, como os dias, sentado e imóvel, receptivo as minhas confissões. Gosta de ouvir minhas mazelas. E eu, coração doído, despejo todas alí. O último banquinho do calçadão transforma-se num divã, consultório a céu aberto. Meninas passam, olham-me, sorriso debochado, pensam que sou louco. Estou alí a conversar com a estátua de chumbo ou cobre, não sei. Mas estou alí a me derramar, a dissolver-me. Olho minha vida inteira. Não confronto muito tempo pois há tanta coisa pra acertar. Quero sair correndo. Tento encorajar-me, com o fluxo de carros e correr com eles até Botafogo. Drummond como se voltasse à vida, segura meu braço e não me deixa ir. Se não tenho certeza se quero ir, porque me encorajar em vão? Se tento me encorajar é porque não tenho coragem. Abaixo a fronte tristonha. A cabeça negativamente gesticula ao meu amigo poeta. Não tenho coragem. É melhor voltar pelo mesmo caminho. Antes, quero molhar os pés na marula, lavar os grãos de um caminho deprimente. QUERO SER MELHOR! As águas salgadas nos pés selam o compromisso. Quero ser melhor, preciso! Dependem disso os que comigo convivem. Sinto-me inconveniente com meu proceder, meu temperamento. Não me agüento. Vou pra casa. Os pensamentos que me surgem no regresso pra casa agora são agradáveis. Sinto-me motivado a ser melhor, agradável a todos, conviver bem com os meus. O riso estampou-se em meu rosto outrora tenso. A testa franzida, que me rendia dores de cabeça diárias, deu lugar ao sorriso. Não sinto mais aquelas dores. O sorriso cura toda dor. Sinto uma ponta de felicidade. Vivo num instante raro, alegria de pessoa realizada. A cada passo na volta pra casa, pensamentos bons estavam sendo concebidos. Tenho passos a dar, metas a cumprir. Já podia sentir o gozo de viver todos aqueles pensamentos na realidade, no meu dia-a-dia. E noutro dia, quem sabe, eu volte pra conversar com Drummond, e falar sobre ser melhor. Os conselhos do poeta são valorosos, quero segui-los, talvez eu consiga ser melhor. Quero ser melhor! Quero viver!

Denílson Prata

E aqui estão os conselhos do meu velho amigo que vive sentado no ultimo banco do calçadão de Copacabana ...Drummond..Carlos..obrigado por escrever esse texto.

PASSAGEM DO ANO

O último dia do ano não é o último dia do tempo.
Outros dias virão e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral, que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor, os irreparáveis uivos do lobo, na solidão.
O último dia do tempo não é o último dia de tudo. Fica sempre uma franja de vida onde se sentam dois homens. Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé, um corpo e sua memória, um olho e seu brilho, uma voz e seu eco, e quem sabe até se Deus...Recebe com simplicidade este presente do acaso. Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também. Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte, mas estás vivo.
Ainda uma vez estás vivo, e de copo na mão esperas amanhecer. O recurso de se embriagar. O recurso da dança e do grito, o recurso da bola colorida, o recurso de Kant e da poesia, todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano. As coisas estão limpas, ordenadas. O corpo gasto renova-se em espuma. Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida. A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca, lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

Carlos Drummond de Andrade
In Reunião — 10 Livros de Poesia
Ed. José Olympio, Rio de Janeiro, 1971

Sunday, January 21, 2007

Tentando escrever...


Rítimo, métrica, rimas, aliterações e outros elementos sonoros?
...tento escrever não consigo!
Perco-me em babouseiras no papel e incongruências na cuca. Todo texto escrito em verso é poesia?Não!
Aristóteles em sua "Poética" já decretava.
Por isso que não consigo escrever. Medo de estar fora do padrão "Aristotélico".
Então irei dormir isso sim, já que não posso escrever meus versos. Versos bobos. Aristóteles jamais os perdoaria.
zzzzzzzz ( forçando o sono)
Não, não irei dormir!
Desistir da escrita essa hora da noite é certeza de insônia.
Fico aqui com a Bic preta e o bloquinho de papel reciclado, rebuscando, rebuscando... até que surja algo.
Arghhhh...Não vai surgir!
Me falta inspiração.
Ninguém merece texto rebuscado, eu não mereço.
O que tenho aqui dentro talvez não interesse a niguém, digo no sentido de que niguém vai achar graça. É isso! Por isso é que não sai nenhuma linha interessante.
Sai sim a narrativa ôpaca dessa batalha travada com as palavras. 10 x 0 para a falta de criatividade. É uma goleada! E vou assim perdendo a vontade, ficando com sono, falta-me tudo.
Estou vazio!
Ou não?
Até que tenho muita coisa aqui dentro. Coisas pra falar, mas não posso. Não tenho coragem! Tornar minhas divagações em leitura para outrem, seria motivo de chacotas ou escárnio repulsivo. Reservo-me.
Vou assim, sublimando até a última gota de sentimento, deixando de viver aquilo que seria a alegria de minh'alma com a desculpa de que preciso sublimar. Chamo isso covardia, isso sim!
Sublimando, sublimando, matando sentimentos em mim. Isso é covardia.
Sou o pior dos covardes!
Digo que a poesia me oprime. A arte em geral. Pois tudo me dói no coração, qualquer acontecimento até o mais chinfrim já me sensibiliza e eu poetizo. Mania feia essa de poetizar até o gato miando no telhado, ou a criança no "pula pula " da pracinha. E cá estou eu tentando musicar tudo, escrever, cantar. Pra quê cantarolar tudo que me passa diante da visão? Tô ficando maluco? Românticos são loucos desvairados!
E nada sai na hora do "vamo ver". Nas paginas do bloquinho, somente o confronto chulo com minha inteligência e sentimentos. Não consigo escrever nada...srrss..Tô rindo para não chorar...rsrss
Um amigo sempre diz que de alguma forma preciso colocar pra fora os sentimentos , ou em forma de música ou em forma de poesia, mesmo que saia uma música ridícula e um texto turvo, é preciso vomitar, se não aquilo embola dentro da gente. Por isso que eu tenho passado tão mal esses dias. Enjoado em demasia.
Bom...
vou dormir, não vou conseguir escrever nada mesmo. Tomara que a manhã a inspiração não me falte.
"Amanhã outro dia, lua sai, ventania..." já dizia Djavan..
Vou escutar Djavan. É o melhor que posso fazer agora antes de dormir. Desisto da Bic preta e do bloquinho de papel. Eu sabia que não seria uma boa idéia.
(...)
Que cheirinho bom de "humor" no quarto..Humor da "Natura.." rsrs
Boa Noite
Calor, insônia..ou noite..
Denilson Prata
enlouquecendo...
caótico..

Saturday, January 13, 2007

de repente o "caos"


Não há muito o que falar...
deixo que Vinícius diga.

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes

" Se uma pessoa fizesse apenas o que entende, jamais avançaria um passo"
clarice lispector

(in A Maçã no Escuro)

Thursday, December 21, 2006

"Palavras, fatos"


Escrevi esse textinho pensando em não formar frases no formato tradicional, e sim, palavras soltas que representassem fatos e sentimentos ocorridos em 2005 e 2006.
Como diz a música: "Palavras apenas palavras pequenas, palavras ao vento"(Cássia Eller)
É isso que faço agora. Jogo minhas palavras ao vento, já que sentimentos foram assassinados pelo decreto, pela covardia de não seguir.
O amor é vida, pode ser assassinado, concordais?
A palavra se esvai quando não é vivida, se perde no vento e no tempo.
A palavra sem ação é poeira no vento!

abraço e até a próxima

pAlaVrAS, FatOs

Hipoglicemia, beijos, lembranças
shopping, morango e chocolate
carência, abraço e um "xero"
passeio na praça, pipoca
beijos, pipoca, sorrisos
beijos, batata frita, sorrisos
promessas e juras, lágrimas
Rio de Janeiro, pracinha
sexta de noite
Lua, futebol, fadiga
caminhada, casa
canções, poesia e pipoca
varanda de casa, frio
chocolate quente, cansaço
fome, pão, biscoito e chocolate quente
saudade, despedida, dor
aeroporto, choro desmedido
esperança, esperança, esperança
telefone, mensagens de texto
emails, emails, emails
viagem longa, Planalto Central
contentamento
encontro, sonho, dor de estômago
ar seco, dor de cabeça, dor de estômago
alivio, beijo, permissão e legalidade
ursinho de pelúcia, violino, prata
filosofia, agostinho, spinoza
sono, sonho, árvore fazendo sombra
passeio, regresso, choro, esperança
emails, emails, emails
marca de goiabada, riso
ausência, dor, confronto
desconforto, mentiras, verdades
dor
sinceridade
honra
retidão
mentiras e verdades
desconfiança
traição
dor
liberdade e opressão
emails, emails, emails
último telefonema, decreto...
FIM
Denilson Prata